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Celular agora também é cartão de crédito
Terça-Feira, 09 de Março de 2010


Pequenas empresas investem na produção de softwares para oferecer serviços para a telefonia móvel. O futuro em suas mãos: agora você pode, por exemplo, acessar a lista telefônica ou fazer pagamentos pelo celular.
Várias empresas de São Paulo oferecem o serviço de lista telefônica pelo celular. Os usuários baixam o software pelo celular e ficam com os dados armazenados.
Para eles, é uma grande facilidade: “Para mim, caiu como uma luva, porque eu tenho dificuldade de achar alguns serviços na cidade e com esse aplicativo, que me passaram por bluetooth, ficou mais fácil me locomover na cidade”, diz o usuário do serviço Ricardo Rocha. 
Pagar despesas pelo celular já é uma realidade no mundo inteiro. Até o ano que vem, 104 milhões de usuários de diferentes países poderão pagar contas pelo celular. A pesquisa é do instituto Gartner.
No Brasil, uma das pequenas empresas que oferecem o serviço de pagamentos de contas pelo celular é a do empresário Anderson Cicotoste. O celular passa a funcionar como um verdadeiro cartão de crédito.
Um software é instalado no aparelho e permite ao usuário fazer compras de acordo com um limite de crédito pré-estabelecido. “Não importa para nós a operadora. Nós utilizamos simplesmente o aparelho. Então, o mercado, eu diria que todos os aparelhos do mundo poderiam estar usando nossa solução”, explica o empresário.
O uso é igual ao do cartão tradicional. Só que nele o cliente usa um código pessoal, que muda a cada compra. Depois do pagamento, o próprio sistema passa a nova senha ao cliente.
“Ele informa esse código ao lojista. Esta paga a transação. E ele recebe, na sequência, a mensagem confirmando o uso do celular como meio de pagamento. Super rápido, uma transação é processada em tempo máximo de oito segundos”, informa a gerente de relacionamento e marketing Simone Marques.
Outro fator importante é a segurança que o usuário tem ao usar serviço. O sistema é a prova de clonagem.
“A cada transação, seja compra, transferência, qualquer tipo de transação financeira, ele tem que gerar um código novo. Com isso, ele digita a senha e gera um novo código, se você capturar esse código e for tentar usá-lo para uma outra transação, não tem como usar, porque ele foi inutilizado na transação anterior”, ressalta Anderson.
O sistema é quase um banco. Também é possível transferir dinheiro e pagar contas pelo celular.
“Eu estou pagando uma conta pelo celular. Estou esperando para ser atendida no consultório, está demorando, então resolvi adiantar para mim”, conta a usuária do serviço Erika Rodrigues.
Mas o maior trunfo da empresa é que o usuário não paga para usar o serviço. “A isenção de anuidade, eu acho uma coisa bacana também, uma coisa que chama os clientes, porque é totalmente gratuito, eu me cadastrei gratuitamente e não pago absolutamente nada”, diz a usuária do serviço Andrea Guimarães.
A receita é cobrada do lojista e vem da tarifa de 1,98% sobre cada compra. Para o restaurante de Maria Lucia Simonetti é uma vantagem: “As taxas são bem inferiores às taxas cobradas aí pelo mercado. Então a gente sempre está ganhando, é muito bom”, afirma a Simonetti.
Hoje a empresa tem 1,8 mil lojas cadastradas no Brasil e já estão inscritos 25 mil usuários. O desafio agora é divulgar o serviço e agregar mais lojas. A empresa quer que chegue a um milhão o número de usuários até o final de 2010.
“Eu resolvo 80% da minha vida, literalmente, pagando com o celular”, conta Andrea.
“Você vai ver que o celular é o instrumento mais utilizado, seja hoje para qualquer tipo de negócios, seja falar, internet ou até assistir uma televisão e agora poder fazer transação financeira”, diz Anderson.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios
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